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Ediriomar Peixoto Matos
Ediriomar Peixoto Matos
Cadeira 06
30/01/2018
11:00
Estudo Descritivo, dos Usuários e das Hospitalizações de Urgência por Trauma, no Sistema Único de Saúde, no Brasil em 2017

Memória da própria lavra, apresentada à Academia de Medicina da Bahia, atendendo ao Artigo 1.º, Parágrafo 1.º do regimento interno em vigor, como exigência ao Concurso à Cadeira de Nº 6 - Patrono Professor Anísio Circundes de Carvalho, último Titular: ocupante foi o professor Geraldo Leite.

Ficha catalográfica elaborada por: Rita de Cássia M. da Silva, CRB-5: BA-001697/O. 
M425e        Matos, Ediriomar Peixoto 
Estudo descritivo dos usuários e das Hospitalizações de urgência por trauma, no sistema único de saúde, no  Brasil em 2017 / Ediriomar Peixoto Matos. Salvador, 2018. 
52 f.; v. 4; il. color. 
Memorial – Faculdade de Medicina da Bahia, 2018. 
Inclui referências. 
1. Hospitalização por trauma. 2. Mortalidade. 3. Tempo de internação. 4. Sistema Único de Saúde. I. Faculdade de Medicina da Bahia. II. Título.
CDD: 304.64

 

Dedico este trabalho à memória dos meus pais, Ananias Maia Matos e Gedida Peixoto Matos, pela vida, amor incondicional, exemplo, pela profissão e profissional que sou.
À memória do meu irmão Eclebismar Peixoto Matos. 
À memória do meu padrinho Anastácio Nascimento e a minha madrinha Sabina Henking Nascimento, a quem muito estimo sem os quais minha vida teria sido bem mais dificil.
A Thais Titonel Abreu, minha parceira, pelo encorajamento, companheirismo, apoio, reflexões e o grande carinho. 


AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus e a meus irmãos Eliomar Peixoto Matos, Elenilma Peixoto Matos e Edenilma Peixoto Matos. 
A minha filha, Bianca Ventresqui Guedes de Matos, e a meu neto, Heitor Matos Dorth.
A meus tios, Inocêncio Maia Matos e Edla Matos, Elizeu Maia Mattos e Sonia Matos, Moisés Maia Matos e Ilda Matos. 
A meus sobrinhos, Tatiana e Bruno, Alexandre e Tati, Eclebismar, Natália, Luciana e Marcio, Thiago, Danilo e Stefana, Mariana e Lucas.
Aos cunhados, Laudinalva, Jamim e Silvio. 
A minha sogra, Angela Titonel Abreu. 
Aos amigos, Valentina, Antônia, Robson, Shirley, Humberto, Daniele, Davi, Cantídia, Antonieta, Mariângela e Oscar.  
Aos colegas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e, em especial, aos Prof. Mario Castro Carreiro, Marcus Borba, Pedro Hamilton, Mario Abreu e Normand Moura pela agradável convivência no ambiente de trabalho. 
A Rutinea Barbosa, funcionária do Núcleo de Cirurgia Experimental pela frequente ajuda.
Aos casais Carlos Perez e Ana Debora, Diniz e Josephina; Joaquin Nery (em memoria), Ligia Nery e seus filhos, Maria de Fátima, Aloysio, Joaquim, Marcelo e Juciara. 
Agradeço ao professor do Curso de Pós-graduação Processos Interativos dos Órgãos e Sistema do Instituto da Ciência e da Saúde da Universidade Federal da Bahia Carlos Maurício Cardeal Mendes pela orientação na realização dos cálculos. 
Todos, a sua maneira, contribuíram para que eu conseguisse a realização dos meus sonhos e projetos.
Aos colegas Carlos Eduardo Borges Nery (primogênito do casal Nery), Celso Ferreira de Carvalho, Eron Costa Santos (em memória) e Izabel Cristina de Almeida Teles (em memória), pelas longas e proveitosas jornadas de estudo durante a minha formação, enquanto foi possível.

MATOS, Ediriomar Peixoto. Estudo descritivo dos usuários e das hospitalizações de urgência por trauma, no sistema único de saúde, no Brasil, em 2017. 2018. 52 f. Trabalho de conclusão (Curso tal) – Instituição tal, Salvador.

RESUMO

Neste estudo, descrevem-se as internações, tempo de hospitalização, óbitos e mortalidade das vítimas de trauma, atendidas em hospitais do Sistema Único de Saúde, no Brasil, em 2017. Os objetivos foram identificar, por sexo, idade, estado e região brasileira, o tipo de assistência à saúde; o quantitativo de internações hospitalares por trauma; o tempo de permanência hospitalar por trauma; óbitos e mortalidade hospitalares por trauma. Foram critérios de inclusão: vítimas de lesões de causa externa, hospitalização no Sistema Único de Saúde. Do resultado, observaram-se quanto às características gerais: 77,28% eram usuários do Sistema Único de Saúde e 22,72%, do sistema complementar de saúde. Ocorreu uma maior frequência de usuários do SUS em todas as regiões e estados brasileiros, uma maior proporção na região Norte (0,90) e no sexo masculino (50,19%). Quanto às internações hospitalares (859.766), com uma proporção geral de internamento do sexo masculino pelo sexo feminino de 2,40. O maior quantitativo ocorreu na região Sudeste (40,39%). A média de idade dos pacientes internados foi de 38,50 anos. A região Sudeste apresentou a maior média de idade por região (41,83 anos). Para o sexo masculino, a média geral foi de 35,5 anos e para o sexo feminino, de 45,8 anos. Na população masculina, a cada 100 mil homens usuários do SUS, 776,37 internaram-se por trauma; e na população feminina, 324,85, sendo a proporção masculino/feminino de 2,39. O estado onde mais ocorreram internações a cada 100 mil habitantes usuários do SUS foi no Mato Grosso do Sul. Quanto à análise da permanência hospitalar tem-se um total de 4.447.810 dias, com uma média de 5,26 dias. A proporção diária hospitalar do sexo masculino por diária hospitalar em relação ao sexo feminino foi de 2,38. A quantidade maior de dias de hospitalização ocorreu na região Sudeste (1.821.939) e a menor, na região Norte (395.351). Quanto à análise dos óbitos e mortalidade tem-se que o número de óbitos por trauma, nos hospitais SUS, foi de 21.409 e a proporção do número de óbitos no sexo masculino pelo número de óbitos no sexo feminino foi de 2,48. A taxa de mortalidade hospitalar foi de 2,5%. Na população masculina, a taxa média de mortalidade foi de 2,52% e de 2,43% na feminina. A maior taxa de mortalidade ocorreu na região Sudeste (2,83%) e a menor, na região Centro-oeste (1,65%). A cada 100 mil habitantes, usuários do SUS, o número médio de óbitos hospitalares foi de 13,34. A proporção do número de óbitos hospitalares no sexo masculino pelo número de óbitos no sexo feminino a cada 100 mil habitantes usuários do SUS foi de 2,48. Sendo as regiões com maior taxa de mortalidade a Sudeste (16,92) e a menor, a Norte (8,90). Concluiu-se que as vítimas de trauma internadas de urgência, nos hospitais do SUS, no Brasil, em 2017, podem ser definidas como homens, jovens, com maior ocorrência em regiões populosas e desenvolvidas. O internamento por trauma é de curta permanência e com baixa taxa de mortalidade hospitalar, ao contrário da mortalidade relativa.

Palavras-chave: Hospitalização por trauma. Mortalidade. Tempo de internação. Sistema Único de Saúde. Emergência. Urgência. Convênios

MATOS, Ediriomar Peixoto. Descriptive study of user and urgency trauma hospitalizations in the Unified Health System (SUS), in Brazil, in 2017.  2018. 52 s. End of course final paper – Salvador

ABSTRACT

This study describes the hospitalizations, length of hospital stay, deaths and mortality of victims of trauma treated in Unified Health System hospitals, in Brazil in 2017. The objectives were both to identify (QUEM?) by gender, age, state and region of origin in Brazil, type of health care as well as the number of admissions due to trauma, the length of stay in hospital due to trauma, hospital deaths and hospital mortality due to trauma. The inclusion criteria were: victims of external cause injury, hospitalizations in the Unified Health System (SUS). From the result, the following general characteristics were observed: 77.28% were users of the Unified Health System (SUS) and 22.72% of the complementary health system. There was a higher frequency of SUS users in all Brazilian regions and states, a higher ration in the North (0.90) and higher percentage of male (50.19%). Regarding hospital admissions (859,766), there is a general ratio of 2,40 between male and female. The largest amount occurred in the Southeast region (40.39%). The average age of inpatients was 38.50 years. The Southeast region had the highest average age by region (41.83 years). Regarding males, the average age was 35.5 years and for females, 45.8 years. Within the male population, for every 100,000 SUS users, 776.37 were hospitalized for trauma; whereas 324.85 hospitalized within the female population, being the male / female ratio of 2.39.The state where most hospitalizations occurred, for every 100 thousand inhabitants, SUS users was Mato Grosso do Sul. Regarding the analysis of the hospital stay, it was observed a total of 4,447,810 days, with an average of 5.26 days. The daily hospital rate of males per hospital day in relation to females was 2.38. The greatest number of days of hospitalization occurred in the Southeast region (1,821,939) and the lowest in the North region (395,351). Regarding the analysis of the deaths and mortality, the number of hospital deaths due to trauma in the SUS was 21,409, and the ratio of deaths between male and female was 2.48. The hospital mortality rate was 2.5%. In the male population, the average mortality rate was 2.52% whereas in the female population it was 2.43%. The highest mortality rate occurred in the Southeast region (2.83%) and the lowest in the Central-West region (1.65%). For every 100 thousand inhabitants, SUS users, the average number of hospital deaths was 13.34. The ratio of the number of hospital deaths in males by the number of female deaths per 100 thousand inhabitants SUS users was 2.48. The region with the highest mortality rate was the Southeast (16.92) and with the lowest, the North (8.90).It was concluded that urgency hospitalized trauma victims in SUS hospitals in Brazil in 2017 could be defined as men, young people, with greater occurrence in populated and developed regions. Hospital stay due to trauma is short-lengthed and has a low hospital mortality rate, as opposed to relative mortality.

Key words: Hospitalization due to trauma. Mortality. Length of hospital stay. Health Unified System. Emergency. Urgency. Covenants

ACESSO AO  ESTUDO DESCRITIVO, DOS USUÁRIOS E DAS HOSPITALIZAÇÕES DE URGÊNCIA POR  TRAUMA, NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, NO BRASIL EM  2017 Clique aqui 
  

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