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14h30

Raça - Conceito e preconceito

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A humanidade é uma só

O surgimento da espécie humana 

Nós somos os mais recentes e os mais evoluídos habitantes da Terra. Surgimos há aproximadamente 500 mil anos, quando o planeta já existia há 4 bilhões de anos.Ainda que a magnitude dessas cifras seja desconfortável à imaginação, é importante considerá-las, porque somente através delas poderemos sentir a força transformadora do tempo.

O tempo é infinito. Nossa vida individual é temporal e curta demais para nos permitir presenciar qualquer mudança nas formas de vida. Nosso ímpeto de querer presenciar as transformações evolutivas para nelas acreditar desaparece quando nos enxergamos dentro da realidade do Universo. Assim, torna-se indispensável conhecer a história da vida e, nela, o surgimento do homem para melhor entendermos toda a humanidade como uma única espécie.

Da origem da vida ao ser humano

Durante 2 bilhões de anos a Terra foi um planeta sem vida. Os cientistas acreditam que a vida começou quando as condições ambientais favoreceram o seu início.Não obstante a aparente complexidade, apenas seis compostos principais formam a matéria viva: água, carboidratos, lipídios, fosfato de adenosina, proteínas e ácidos nucléicos. Todos esses compostos são formados apenas de seis tipos de átomos: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N), enxofre (S) e fósforo (P).

Acredita-se que a existência simultânea desses átomos em um meio líquido primitivo, geralmente denominado de "sopa orgânica", ao sofrer uma descarga elétrica da Natureza (relâmpago), desencadeou reações químicas que deram origem aos compostos orgânicos. Essa hipótese foi testada em condições experimentais em laboratório, onde se criou um ambiente similar ao imaginado para a Terra aquela época. Após uma semana de testes com descargas de energia elétrica, surgiram, na água em experiência, aminoácidos, que são os compostos básicos para a formação das proteínas e, consequentemente, dos organismos. Assim, não apenas por dedução, mas também por experimentação, e até que se prove o contrário, foi dessa forma que a vida começou.
Os primeiros organismos eram anaeróbios, isto é, não precisavam de oxigênio no ar e nem ele aí existia. Os organismos primitivos obtinham sua energia dos compostos da própria "sopa orgânica". A medida que se formavam novos compostos, derivados do metabolismo dos primeiros seres vivos, a "sopa" foi se extinguindo. Pouco a pouco, através de milênios, não apenas o meio líquido ("sopa") se modificou, mas também a atmosfera mudou, e os organismos foram adquirindo a capacidade de sintetizar moléculas mais complexas. Surgiram, então, as primeiras microplantas verdes, capazes de sintetizar seus próprios nutrientes, sob a ação da luz solar (fotossíntese). Esse processo foi aos poucos liberando mais e mais oxigênio no ar, possibilitando assim o surgimento dos primitivos microanimais. 

Dos primitivos microanimais ao homem é a continuação da mesma história. Recordemos que o próprio surgimento da vida deu-se e manteve-se em estreita interação com o meio ambiente. Aqui, também, a transformação lenta -e gradual de uma forma de vida em formas mais complexas esteve sempre intimamente ligada às condições do meio ambiente. Aquelas alterações orgânicas que favoreciam a sobrevivência do organismo em determinado ambiente foram lentamente modelando a transformação de uns seres vivos em outros. O processo que age assim é chamado de seleção natural e só foi entendido nos meados do século passado por Charles Darwin. 

O gênio observador de Darwin foi capaz de perceber como as espécies surgiram. Em seu livro, Origem das espécies, publicado em 1859, Darwin relata cuidadosas observações da Natureza em vários lugares do mundo e sugere a teoria da evolução por seleção natural. Desse modo, explica-se também o surgimento da espécie humana, conseqiiente à transformação evolutiva de seres vivos através de longos períodos de seleção natural. Dessa forma, todo ser vivo se relaciona com o homem em sua ancestralidade remota: os animais inferiores, de modo mais distante, os mamíferos, mais proximamente, e os primatas, como seus parentes. A transformação dos organismos e sua adaptação ao ambiente são processos extraordinariamente lentos. Não poderia ser de outra maneira; porque, se as espécies mudassem rapidamente, rapidamente também degenerariam e desapareceriam, sem garantir a continuidade da vida. Por exemplo, os ancestrais mais próximos do homem, os primatas, surgiram há cerca de 70 milhões de anos, enquanto os hominídeos remontam a 2 milhões de anos e o Homo sapiens a apenas 500 mil.

Para acessar a integra do livro, click aqui 

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